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Evolução Música

Música evoluindo a partir de ruído

Mais darwinismo: agora, uma música evolui a partir do ruído!

O site darwintunes.org, do Imperial College de Londres, criou um algoritmo para simular a evolução natural não com seres vivos, mas com sons: a partir de ruídos, e depois de milhares de gerações, uma música muito boa de se ouvir emerge. É o anti-criacionismo musical.

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Educação musical Música

Música popular: a mesma de sempre

Nova música? Se for popular, provavelmente é a mesma de sempre.

Com apenas os bons e velhos 4 acordes – dó, sol, lá menor e fá, nessa sequência -, uma infinidade de músicas foram e continuam a ser compostas, muitas que amamos, como o vídeo acima demonstra bem.

O que poucos querem admitir é que, apesar de vozes discordantes de amantes da música popular, não existem novidades ou inovações de vulto na estrutura da música popular, que se mantém exatamente a mesma há mais de 500 anos. E continuamos ouvindo as músicas, que fazem variar o arranjo, os timbres e (um pouco) a melodia para que a indústria continue saudável.

Várias considerações podem ser feitas a partir do vídeo acima. A música popular é:

  • conservadora, uma vez que não inova nada;
  • burra, pois não utiliza muita coisa além das mais simples sequências harmônicas;
  • fácil, o que põe por terra o mito de que é preciso talento para se compor música.

Na verdade, para se compor música popular basta apenas cara de pau e uma falta de senso estético, aliada a uma cega e deficiente percepção de ridículo, já filha da falta absoluta de educação musical.

Nem sequer o querido maestro Tom Jobim, com seus malabarismos harmônicos da bossa nova, escapa da crítica: ele permaneceu dentro das regras do sistema tonal, já levada ao extremo por ninguém menos que Bach, há mais de 250 anos atrás.

Curta o vídeo e medite.

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P.S.1: para não dizerem que esta é só mais um achismo: http://migre.me/fePSJ

P.S.2: por que repetimos e repetimos sempre a mesma sensação? É preciso buscar a razão na psicanálise – a tal wiederholen lacaniana.

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Religião

Intolerância religiosa: um experimento prático

Você acha que no Brasil existe tolerância religiosa?

É parte do discurso da maioria das religiões a pregação da tolerância, decerto mais por questões políticas do que morais, mas mantenho a hipótese contrária: cristãos – católicos, evangélicos, etc. – são intolerantes com crenças diferentes das suas. Um experimento prático, que passarei a descrever, pode provar isso.

Costumo viajar bastante de carro por pelo menos quatro regiões do Brasil. Em todas elas, vejo placas nas estradas, afixadas em árvores ou postes, com dizeres do tipo “Jesus retornará”, “Deus te ama”, ou com citações bíblicas as mais diversas. É notável também que esse proselitismo seja cristão e, consequentemente, monoteísta. Daí surgiu a ideia central do meu experimento: colocar placas do tipo “Deus não existe” em outros postes ou árvores pelas estradas, e verificar quanto tempo cada uma resiste até que alguém venha arrancá-la.

Se você gostou da ideia e deseja vê-la realizada, faça o seguinte:

  • mande pintar uma série de placas com os dizeres “Deus não existe”, ou pinte-as você mesmo, para reduzir custos;
  • determine os locais de fixação;
  • fixe as placas e anote o dia e a hora em que foram afixadas;
  • passe discreta e diariamente pelos locais das placas, verificando quanto tempo levou para que fossem destruídas, pichadas ou arrancadas.

Será preciso tomar uma śerie de medidas de segurança também, para escapar da inevitável violência que certamente será direcionada para quem for visto afixando as placas:

  • afixe as placas à noite;
  • vá com um carro velho, se possível com as placas cobertas;
  • escolha lugares afastados de casa, sem conhecidos por perto;
  • não leve crianças;
  • tome cuidado com a polícia.

Esses cuidados são básicos e autoevidentes. Em casos de medo extremo, ir de boné e óculos escuros, realizando o trabalho rapidamente

É interessante também, caso você veja alguém destruindo ou arrancando a placa, ir elogiar, criar um clima de amizade e perguntar para o vândalo qual sua filiação religiosa. Estatisticamente, há 90% de chances que seja cristão, segundo o censo de 2010.

***

P.S.: Um aluno meu, católico, confessou que teria medo de realizar o experimento. Segundo ele, é óbvio que ele iria apanhar se fosse pego afixando as placas. Também acredito que seja óbvio, mas gostaria de filmar isso.

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Geral

Como aprender Emacs

Uma página só, desenhada a mão, para aprender Emacs:

How-to-Learn-Emacs8

Sim, você tem que aprender Vim primeiro!